Você sabe o que é disfagia?

Conhecida como uma alteração na deglutição de alimentos ou bebidas, a disfagia é alvo de uma campanha nacional de atenção no dia 20 de março. Nos Hospitais Salvatorianos, a campanha prioriza a divulgação dos sintomas, formas de tratamento e educação continuada para colaboradores.

Você conhece alguém que sofre com tosses ou engasgos frequentes durante ou após a alimentação? Que reclama de dor ao engolir ou tem a sensação de que há um alimento parado na garganta? A má notícia é que esta pessoa pode ter uma disfagia. A boa notícia é que você pode ajudá-la.

O que é disfagia?

A disfagia é o nome técnico dado a um distúrbio da deglutição, ou seja, um desajuste na forma de engolir alimentos e bebidas. De acordo com a Fonoaudióloga do Centro de Especialidades do Hospital Salvatoriano Divino Salvador, Elis Regina da Silva (CRFa 3-10115-7), especialista em disfagia pela Universidade Tuiuti do Paraná, a deglutição envolve uma atividade coordenada de várias estruturas: a boca, a faringe, a laringe e o esôfago, sendo cada uma relacionada com músculos específicos para conduzir o bolo alimentar da boca até o estômago da maneira correta.

“O diagnóstico e o estudo aprofundado sobre esta condição são bem recentes, porém a atuação clínica do fonoaudiólogo dentro dos ambientes hospitalares com foco na prevenção e tratamento da disfagia já tem apresentado muitos resultados positivos”, destaca a Fga. Elis. Ao atuar dentro do HSDS, a profissional realiza o diagnóstico e o tratamento dos casos atuando de forma multidisciplinar de acordo com as necessidades dos pacientes. “Como falamos de várias estruturas trabalhando em conjunto, a disfagia pode se apresentar de diversas formas e exigir tratamentos diferentes, de acordo com a alteração das estruturas orais do paciente. Mas todos precisam do diagnóstico correto e de acompanhamento especial”, explica.

Sintomas

De acordo com os estudos clínicos mais recentes, os sintomas mais frequentes da disfagia são:

  • Dificuldade de manter o alimento na boca;
  • Inabilidade de controlar o alimento ou a saliva dentro da boca;
  • Tosse antes, durante e após a deglutição;
  • Tosse frequente ao final da refeição ou imediatamente depois;
  • Pneumonias recorrentes;
  • Perda de peso sem razão definida;
  • Perda da qualidade vocal;
  • Aumento de secreção;
  • Queixas para engolir;
  • Sonolência;
  • Engasgos, entre outros.

Para a Fonoaudióloga, não há idade para que a disfagia indique sintomas. “Ela existe em todas as faixas etárias, incluindo os bebês. Porém, é bem comum que se desenvolva como consequência de causas neurológicas, traumas de cabeça ou pescoço, AVCs, doenças degenerativas e até de câncer. No HSDS atendemos muitos casos em pessoas idosas, que já têm as estruturas mais fragilizadas, pessoas com quadros de demência e em pacientes entubados por longos períodos”, indica.

Além destes casos, a Fonoaudióloga destaca a atenção especial que deve ser destinada aos pacientes que são internados com frequência por conta de pneumonias. “Muitas vezes”, aponta a Fga. Elis, “eles aspiram fragmentos de alimentos ou líquidos, que se alojam no pulmão provocando grande perda na qualidade de vida.”

A avaliação da disfagia inclui testes de diagnóstico de alterações nas funções orais, mudanças na qualidade vocal,  alterações no reflexo de gag, tosse voluntária ineficiente, ausculta cervical e outros. “Todos eles são breves, não invasivos e com baixo risco para o paciente”, diz a Fonoaudióloga. Após passar pela avaliação, cabe ao Fonoaudiólogo responsável elaborar um plano de ação multidisciplinar para solucionar o problema.

Dia Nacional de Atenção à Disfagia

O dia 20 de março é celebrado como Dia Nacional de Atenção à Disfagia. A ação idealizada pela Dra. Maria Cristina de Alencar Nunes, da Universidade Tuiuti do Paraná, busca conscientizar a população e os profissionais da saúde sobre a importância do diagnóstico e tratamento adequado para o problema.

Como participantes da ação, os Hospitais Salvatorianos promoverão a divulgação de informações sobre a disfagia aos pacientes e atividades de educação continuada ministradas pelo setor de Fonoaudiologia juntamente com o setor de Nutrição.

Serviço

Se você apresenta algum dos sintomas citados acima ou conhece alguém com estas queixas, procure ou oriente a busca por um Fonoaudiólogo para avaliação. Você pode ajudar a devolver a qualidade de vida para uma pessoa querida.

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