Varíola dos macacos: o que saber

O Brasil já tem dois casos suspeitos de varíola dos macacos, sendo um no Grande Oeste catarinense. Descubra o que é essencial para se proteger

A varíola dos macacos teve seu primeiro caso humano registrado em 1970. Ela foi descoberta em 1958 depois de dois surtos atingirem macacos mantidos em laboratórios para pesquisas. Erradicada nos anos 1980, teve seus programas de vacinação descontinuados. Mas agora, com o novo surto em humanos, tem potencial para causar pânico.

Depois de dois anos de pandemia, o surto da doença acende ainda mais alertas na sociedade. O medo de um novo lockdown e a falta de vacinas são pontos já conhecidos, mas nem por isso deixam de ser preocupantes.

Diante do anúncio de casos suspeitos no Oeste catarinense e no Ceará (e de outro suspeito possível no Rio Grande do Sul), o melhor aliado nesse momento não é o pânico: é a prevenção.

Medidas preventivas

Felizmente, os aprendizados com a Covid-19 podem dar uma boa base de como se proteger desse novo vírus. Entre as medidas preventivas estão:

  • Higienização das mãos com água e sabão
  • Uso de álcool gel
  • Utilização de máscaras
  • Distanciamento social
  • Evitar contato com lesões infectadas
  • Evitar contato pele a pele

Transmissão

E já que o assunto é prevenção, vale a pena voltar a substituir o abraço de boas-vindas por um aceno para evitar o contato. Isso porque a transmissão entre pessoas pode ocorrer através:

  • Do contato direto com fluidos corporais como secreções respiratórias, saliva, sangue, pus, feridas ou durante o ato sexual
  • De pessoa para pessoa através do beijo, abraço ou toque em partes do corpo com feridas
  • Por materiais contaminados como roupas ou lençóis
  • Da mãe para o feto através da placenta
  • Da mãe para o bebê durante ou após o parto

Comunidade LGBTQIA+

O risco de exposição à varíola dos macacos não é exclusivo da comunidade LGBTQIA+.

Esta ideia se disseminou porque se acredita que o surto na Espanha tenha se concentrado em grupos de homens homossexuais que compareceram a uma ou mais festas em que houve exposição ao vírus. Entretanto, não há razão para estigmatizar a questão com um rótulo que lembra todo preconceito e medo do auge do HIV.

Sintomas

  • Dor de cabeça
  • Febre e calafrios
  • Dores musculares
  • Feridas na pele
  • Inflamação nos gânglios linfáticos
  • Esgotamento

De acordo com o Instituto Butantan, as lesões na pele se desenvolvem inicialmente no rosto antes de se espalhar pelo corpo. Elas são parecidas com catapora ou sífilis até formarem uma crosta que cairá mais tarde.

Os sintomas podem ser leves e passar desapercebidos ou então mais graves, com doloridas lesões com pus. Já o período de incubação varia de seis a 13 dias, em média.

Pessoas infectadas devem ficar em isolamento e observação por 21 dias.

Quem está em maior risco?

O risco de contaminação existe conforme novos casos surgem, especialmente se o isolamento for comprometido. De modo geral, o grupo de risco inclui pessoas imunocomprometidas (soropositivos, pacientes com câncer, receptores de transplante de órgãos e outros que fazem uso de remédios imunossupressores), gestantes, crianças, idosos, portadores de doenças crônicas.

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