{"id":40791,"date":"2024-01-31T08:57:16","date_gmt":"2024-01-31T11:57:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.redesalvatoriana.org.br\/bomconselho\/blog\/?p=40791"},"modified":"2024-01-31T08:59:07","modified_gmt":"2024-01-31T11:59:07","slug":"como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-e-ganha-nova-chance-em-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.redesalvatoriana.org.br\/bomconselho\/blog\/2024\/01\/31\/como-escrita-a-mao-beneficia-o-cerebro-e-ganha-nova-chance-em-escolas\/","title":{"rendered":"Como escrita \u00e0 m\u00e3o beneficia o c\u00e9rebro e ganha nova chance em escolas"},"content":{"rendered":"<p>Fonte <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/c88n5klj0peo?at_link_id=B6BF7042-BEB4-11EE-A25A-A55FD9B5F045&amp;at_link_origin=BBC_News_Brasil&amp;at_campaign_type=owned&amp;at_medium=social&amp;at_ptr_name=facebook_page&amp;at_campaign=Social_Flow&amp;at_format=image&amp;at_link_type=web_link&amp;at_bbc_team=editorial\">BBC News Brasil \u00a0<\/a><\/p>\n<p>Com reportagem de Nafeesah Allen, da BBC Future. Leia a reportagem original (em ingl\u00eas) no site da <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/future\/article\/20240122-california-signs-cursive-writing-into-law-what-are-the-brain-benefits\">BBC Future<\/a><\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>A partir de 2024, crian\u00e7as do primeiro ao sexto ano de escolas p\u00fablicas da Calif\u00f3rnia (EUA) est\u00e3o novamente tendo de aprender a escrever em letra cursiva.<\/p>\n<p>Essa escrita \u00e0 m\u00e3o havia sa\u00eddo do curr\u00edculo californiano em 2010, mas agora est\u00e1 de volta \u2014 movimento semelhante ao que ocorre em mais de 20 Estados americanos, em diferentes graus.<\/p>\n<p>A escrita cursiva \u2014 em que se escreve em uma letra parecida \u00e0 it\u00e1lica, sem necessariamente tirar o l\u00e1pis do caderno \u2014 chegou a ser vista como uma t\u00e9cnica moribunda nos EUA. Agora, a decis\u00e3o na Calif\u00f3rnia reacende debates educacionais e cient\u00edficos a respeito do valor da escrita \u00e0 m\u00e3o, bem como dos benef\u00edcios ao c\u00e9rebro e das implica\u00e7\u00f5es globais se essa t\u00e9cnica acabar caindo no esquecimento.<\/p>\n<p>A neurocientista Claudia Aguirre, que mora na Calif\u00f3rnia, diz que &#8220;mais e mais pesquisas sustentam a ideia de que <strong>escrever letras em cursivo<\/strong>, especialmente em compara\u00e7\u00e3o com digitar, <strong>ativa caminhos neurais espec\u00edficos que facilitam e otimizam o aprendizado e o desenvolvimento da linguagem<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p><strong>No Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prev\u00ea o ensino da habilidade de se escrever em letra cursiva nos primeiros anos do ensino fundamental.<\/strong><\/p>\n<p>Karin James, professora de Ci\u00eancias Cerebrais e Psicol\u00f3gicas na Universidade de Indiana (EUA), aplica suas pesquisas em crian\u00e7as de 4 a 6 anos. Ela identificou que <strong>aprender as letras por meio da escrita \u00e0 m\u00e3o ativa redes do c\u00e9rebro que n\u00e3o s\u00e3o ativadas pela digita\u00e7\u00e3o num teclado<\/strong>. Isso inclui <strong>\u00e1reas cerebrais que t\u00eam papel crucial no desenvolvimento da leitura<\/strong>.<\/p>\n<p>Outra pesquisa, de autoria de Virginia Berninger (Universidade de Washington), tamb\u00e9m mostrou que a escrita cursiva, os materiais impressos e a digita\u00e7\u00e3o usam fun\u00e7\u00f5es cerebrais relacionadas, por\u00e9m diferentes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no caso da digita\u00e7\u00e3o em teclado, os movimentos do dedo s\u00e3o os mesmos para qualquer tecla de letra. Como consequ\u00eancia, <strong>se apenas aprenderem a digitar, as crian\u00e7as perder\u00e3o a chance de desenvolver habilidades obtidas ao compreenderem e dominarem a capacidade de escrever<\/strong>.<\/p>\n<p>Um pequeno estudo italiano aponta que o e<strong>nsino da cursiva a alunos de primeiro ano podem melhorar as habilidades de leitura<\/strong>. A despeito disso, o ensino da letra cursiva para crian\u00e7as pequenas vinha se tornando mais raro. Em v\u00e1rios pa\u00edses, essa t\u00e9cnica n\u00e3o \u00e9 mais obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nos EUA, embora o ensino da cursiva esteja voltando \u00e0 luz, ele n\u00e3o \u00e9 padronizado \u2014 o que traz desafios aos professores.<\/p>\n<p>&#8220;Mais de 20 Estados acrescentaram a suas diretrizes educacionais a exig\u00eancia da escrita cursiva entre o 3\u00b0 e o 5\u00b0 anos&#8221;, explica Kathleen S. Wright, fundadora e diretora-executiva do Colaborativo de Escrita \u00e0 M\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o que ensina boas pr\u00e1ticas nessa \u00e1rea. &#8220;Mas essa exig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 imposta nem recebe financiamento, ent\u00e3o o ensino da escrita \u00e0 m\u00e3o n\u00e3o \u00e9 endere\u00e7ado de forma consistente.&#8221;<\/p>\n<p>Dessa forma, professores californianos ter\u00e3o agora de descobrir como integrar a cursiva a suas aulas. Mesmo assim, a iniciativa do Estado \u00e9 vista como ben\u00e9fica, num momento p\u00f3s-pandemia em que se buscam formas de ensinar habilidades que reduzam a depend\u00eancia das telas entre crian\u00e7as.<\/p>\n<p>&#8220;Temos visto cada vez mais pais reclamando que seus filhos est\u00e3o tendo dificuldades na escola, que n\u00e3o foram ensinados a escrever porque usam principalmente computadores e outros aparelhos&#8221;, diz Kelsey Voltz-Poremba, professora-assistente de terapia ocupacional da Universidade de Pittsburgh (EUA).<\/p>\n<p>A escrita cursiva ainda \u00e9 amplamente ensinada na Europa Ocidental, em particular em pa\u00edses como Reino Unido, Espanha, It\u00e1lia, Portugal e Fran\u00e7a. J\u00e1 a Finl\u00e2ndia p\u00f4s fim \u00e0 exig\u00eancia da escrita cursiva de suas escolas em 2016.<\/p>\n<p>O Canad\u00e1 tentou descartar a escrita cursiva, mas voltou a ensin\u00e1-la em 2023. O Minist\u00e9rio de Educa\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia de Ont\u00e1rio restabeleceu a exig\u00eancia da escrita cursiva e agora est\u00e1 virando uma esp\u00e9cie de laborat\u00f3rio para outras regi\u00f5es que tentam entender quais as melhores pr\u00e1ticas para esse ensino, quanto tempo devem durar as aulas e com qual frequ\u00eancia essa t\u00e9cnica deve ser ensinada.<\/p>\n<p>Em meio a tantas diferen\u00e7as globais, as pesquisas ressaltam que n\u00e3o h\u00e1 lado negativo em aprender letra cursiva. E embora a liga\u00e7\u00e3o entre escrever \u00e0 m\u00e3o e melhorar a leitura n\u00e3o sejam necessariamente causais, alguns educadores temem que o abandono da letra cursiva pode piorar o desempenho de alunos em sua capacidade de ler textos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>o mero ato de escrever ajuda a mem\u00f3ria e o aprendizado de palavras<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante achar um equil\u00edbrio para garantir que os alunos tenham habilidades que sejam obtidas sem o uso da tecnologia&#8221;, opina a especialista Voltz-Poremba.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte BBC News Brasil \u00a0 Com reportagem de Nafeesah Allen, da BBC Future. 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