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Aula Prática – Funções Oxigenadas – Quentão sem álcool
Uma pessoa que só consegue se divertir, sorrir, dançar e conversar se estiver alcoolizada, com certeza, tem algum problema. E a única coisa que podemos fazer quando temos algum problema é encará-lo de frente e tentar resolvê-lo da melhor forma possível. Só assim ficaremos livres para nos divertir, sem depender de nenhuma droga.
Acontece que algumas festas estão intimamente relacionadas a certas comidas e bebidas típicas, como é o caso do vinho quente e do quentão, servidos nas festas juninas. Junho costuma ser um mês frio; as festas são das mais animadas e as comidas e bebidas típicas não podem faltar.
Por isso, a professora Eliane K. Deferrari reuniu os alunos da 3ª série do Ensino Médio, para fazer um quentão sem álcool.
Para o suco de uva quente:
1 garrafa de suco de uva concentrado (500 ml)
A mesma medida de água (250 ml)
2 pedaços de canela em pau
5 cravos- da- índia
½ colher de chá de gengibre em pó
1 maçã
Açúcar a gosto
Panela (de ágata ou de teflon)
Procedimento:
Para fazer o suco de uva quente, coloque o suco e a água na panela. Adicione a canela em pau, o cravo da índia e o gengibre em pó. Leve ao fogo. Lave bem a maçã (se quiser, retire a casca) corte-a em pedaços pequenos. Quando a mistura entrar em ebulição, adicione os pedaços de maçã, desligue o fogo, adoce a gosto e sirva em seguida.
Texto para discussão:
ÁLCOOL NA ADOLESCÊNCIA
O consumo abusivo do álcool provoca graves problemas de saúde. A quantidade para uma pessoa se prejudicar varia de acordo com cada organismo. Veja o que o álcool pode fazer com você:
Cérebro: Na adolescência, o uso abusivo pode causar a destruição de neurônios e impedir a realização de sinapses fundamentais a processos como o de aprendizagem. É nessa fase que o cérebro tem mais condições fisiológicas de armazenar e de processar informações. O álcool causa alteração da memória e perda de reflexos, o que pode contribuir para acidentes de trânsito. Bêbado, o adolescente fica mais vulnerável a relações sexuais sem proteção e se expõe a DSTs. O álcool pode aumentar a pressão arterial e provocar derrame cerebral.
Esôfago: O álcool danifica as células do esôfago, causando uma inflamação chamada esofagite. Pode causar sensação de queimação e dores quando um alimento for engolido. Em casos graves, provoca hemorragia e vômitos de sangue.
Coração: O álcool provoca um alargamento das fibras do coração, resultando em uma doença cardíaca que pode provocar até a insuficiência do órgão.
Estômago: O álcool contribui para o desenvolvimento da gastrite, uma inflamação da camada interna do estômago. Quando é muito grave, pode causar úlcera, ferida na parede do estômago que provoca dores fortes. Essas alterações, somadas a deficiências no pâncreas, impedem o órgão de absorver corretamente nutrientes (síndrome da má absorção), o que pode resultar em anemia. Além disso, mais de 80% dos cânceres de boca, laringe, faringe e estômago estão relacionados ao álcool.
Fígado: É o único órgão que metaboliza o álcool no organismo. Quando a pessoa bebe demais, ele é sobrecarregado e suas células ficam inflamadas, provocando a hepatite. A cirrose, consequência mais grave da hepatite, que pode ocorrer após dez anos de uso abusivo, provoca a degeneração do órgão. As células são destruídas e viram cicatrizes. Um fígado cirrótico perde a capacidade de metabolizar nutrientes e impede a passagem de sangue e de água pelo órgão, provocando, num estágio grave, a ascite, ou “barriga d’água”.
Pâncreas: O pâncreas é responsável pela produção de insulina e de enzimas digestivas. Em excesso, o álcool provoca a inflamação desse órgão, a chamada pancreatite, que pode resultar na destruição das células que produzem insulina (levando a uma diabetes) e das que produzem as enzimas digestivas (levando a uma síndrome da má absorção). Provoca dor abdominal e vômitos.
Intestino: Assim como o estômago, o intestino pode desenvolver uma úlcera por conta da inflamação das células ou ainda um câncer, além da síndrome da má absorção.
Aparelho reprodutor: O uso crônico provoca alteração nos vasos sangüíneos de todo o corpo. Nos homens, ele pode ter ação nos vasos do pênis, provocando a impotência. Além disso, pode inibir a produção de hormônios que ajudam a produzir os espermatozóides, causando infertilidade. Mulheres que bebem durante a gravidez podem gerar bebês com síndrome fetal alcoólica, uma alteração genética que provoca deformações físicas e retardo mental.
Músculos: O álcool interfere na absorção de vitaminas do complexo B, importantes na transmissão nervosa entre o nervo e a placa motora. Isso provoca uma atrofia muscular, a chamada polineurite alcoólica. Com isso, os músculos ficam enfraquecidos, mais finos, e o usuário crônico passa a ter dificuldades de andar.
Ossos: O álcool enfraquece os ossos, provocando a osteoporose.
